Anticoncepcional não é tratamento para doenças femininas

Vejo muita desinformação a respeito das doenças da mulher.  Infelizmente, a ginecologia convencional  tem poucos recursos terapêuticos para a Síndrome de ovários policísticos, endometriose, miomatose uterina e outras doenças da área da ginecologia (geralmente as soluções mais comuns são:  anticoncepcional, retirada do útero ou esperar até a menopausa chegar).  O que eu vou compartilhar, hoje, é a minha opnião, baseada nos meus estudos e observações na minha prática clínica. Certamente vai ajudar quem tiver interessada em aprender.

Anticoncepcional não é tratamento para doença ginecológica alguma.

Ele simplesmente mascara os sintomas. Ou seja, quem não sente os efeitos colaterais da droga, percebe um alivio dos sintomas menstruais, mas se parar de usar a pílula, volta tudo novamente. Isso para mim não é tratamento. É controle de sintomas. 

  • Sindrome do Ovário Policistico é uma doença metabólica e, na maioria das pessoas, o principal problema é nutricional. SOP está relacionada com resistência insulínica, pela dieta cheia de carboidratos que todo mundo come hoje em dia. E também pela carência de iodo, motivo pelo qual é comum a associação de SOP com hipotireoidismo.
  • A associação entre SOP e hipotireoidismo ocorre porque eles têm uma mesma síndrome funcional associada: a  predominância estrogênica.   Esse desequilíbrio hormonal entre progesterona e estrogênio é  comum no nosso meio e ocorre pela intoxicação ambiental a que estamos expostos.  (derivados de soja, hormônios em frangos, xenoestrógenos presentes em cosméticos, plásticos e agrotóxicos são chamados de disruptores endócrinos por quem entende do assunto)
  • Estrogênio elevado dificulta a absorção de iodo pelo corpo. Advinhe quais os outros órgãos que mais utilizam iodo além da tireóide??? MAMAS e OVÁRIOS. Carência de iodo pode estar relacionada a nódulos e/ou cistos nas mamas, ovários e também na tireóide.
  • Apesar desse caos ambiental em que vivemos, quem regula todo o eixo endócrino é o nosso cérebro, através das glândulas hipotálamo e hipófise. Essas duas para decidirem a quantidade de hormônios que vamos produzir, levam em consideração não só os fatores ambientais que eu já falei acima, mas também sofrem influencias de ondas eletromagnéticas e luz, emoções e pensamentos…

Razão pela qual estresse e traumas psicológicos interferem no ciclo menstrual de muita mulher.

A pílula anticoncepcional faz o que? Entope a mulher de hormônio sintético fazendo com que o eixo hipotálamo-hipófise pare de funcionar normalmente. Assim, a mulher não ovula. Quem não ovula não produz progesterona suficiente. Isso piora a predominância estrogênica que originou todo o desequilíbrio. Ou seja, “tratar” com anticoncepcional é alimentar o próprio problema. É um círculo vicioso.  E, com o passar dos anos, a situação só tende a se agravar.

A menstruação piora, aumenta a TPM e ocorrem sangramentos fora do período. O ginecologista acompanha o problema com o famoso ultrassom transvaginal, até que, finalmente, uma doença venha a ser diagnosticada. Pouco importa também, o tratamento geralmente é o mesmo. Mais anticoncepcional até que, em casos extremos, seja sugerida a retirada do útero.   

Ficou claro que que anticoncepcional não é tratamento? Ele só serve para controle de natalidade. Até pra isso não vale a pena.  Mas aí é outra história e requer uma responsabilidade que nem todas nós ainda temos. Não vou chegar entrar nesse mérito agora. 

Diante de tudo que eu falei, eu sugiro a vocês que, se quiserem se livrar dos seus sintomas de verdade,  comecem a mudar os hábitos de vida. É exatamente esse o tema do meu blog.  

Sugiro que sigam o blog e leiam principalmente os textos com tag menstruação e alimentação onde é possivel encontrar opções de tratamento da medicina funcional (sem pílula). 

Este texto fala sobre como regular o ciclo pela luz, não tem contra-indicações e pode ajudar muita gente.

Fique atento ao uso do anticoncepcional

Imagine a situação: adolescente, 15 anos, vai a uma consulta ginecológica pois quer ter sua primeira relação sexual. O médico lhe prescreve um “anticoncepcional fraquinho”, por exemplo, Yaz ou Yasmin, cuja progestina é a drospirenona. É possível que essa adolescente não pare de tomar a pílula pelos próximos 35 anos de sua vida, até que venha a menopausa. Será que um anticoncepcional é mesmo fraquinho e inofensivo e não fará mal em tanto tempo de uso?

Qualquer anticoncepcional é um hormônio sintético análogo à progesterona (progestinas), combinado, ou não, com estrogênio. Esses hormônios artificiais agem no hipotálamo, suprimindo o sinal para que os ovários produzam, no ritmo fisiológico (correto), os hormônios naturais para que ocorra a ovulação. Portanto, os hormônios sintéticos têm um comportamento DIFERENTE  dos hormônios naturais, uma vez que um inibe a ovulação e o outro contribui para a ovulação. Mas, será que é somente essa a diferença? Os anticoncepcionais estão associados a uma série de efeitos colaterais indesejados, que vão variar de pessoa para pessoa, e de acordo com a associação e tipo de hormônio sintético utilizado. Na clínica, tentar resolver as queixas gerais de uma paciente que faz uso de anticoncepcional torna os resultados mais lentos do que se ela não o utilizasse, pois trata-se de uma substância que costumo chamar de antifisiológica, ou seja, algo que vai contra o funcionamento normal do organismo. O corpo tenta se adaptar à sua presença, muitas vezes às custas de efeitos colaterais já descritos, como aumento de peso e retenção de líquidos. Alguns estudos têm visto a associação entre o uso contínuo de progestinas ao aumento da incidência de câncer de mama (1). Outro estudo realizado com 10.000 mulheres tomando progestinas com estrogênio revelou que 44 desenvolveram câncer de mama, contra 31 no grupo placebo. Nos casos com o uso do hormônio, a neoplasia também foi mais agressiva, uma vez que 25% dos casos tiveram disseminação para linfonodos, contra 16% do grupo controle (2). Claro, esse é um evento raro e a gênese do câncer é algo muito mais complexo para ser atribuído a apenas um fator. Contudo, é uma informação relevante que deve ser colocada na balança dos argumentos contra o uso da pílula anticoncepcional.

Então, mulheres, perguntem-se: “por que escolhi tomar anticoncepcional?”
Há mulheres que têm parceiro único, mas não usam preservativos e elegem o anticoncepcional como única forma de proteção contra gravidez. Essas podem mudar o método contraceptivo de barreira, a camisinha, que é o mais seguro e mais utilizado. Também há a tabelinha e o coito interrompido. Contudo, ambos requerem muita disciplina e, por isso, não é o melhor método de escolha para muitos casais.
Há as mais medrosas, que usam dois métodos: camisinha e pílula. Não é necessário, desde que utilizem a camisinha sempre.

Para aquelas que não gostam da camisinha e não encaram os riscos da tabelinha e do coito interrompido, só resta a pílula. Mas, qual pílula é a melhor? Ninguém sabe.  Foi publicado um estudo em 2011, no British Medical Journal, que verificou que mulheres em uso de drospirenona (progestina do Yaz e Yasmin – dois anticoncepcionais considerados “fraquinhos”) tiveram duas vezes mais incidência de trombose do que mulheres em uso de levonorgestrel – uma progestina de segunda geração (3). Fato esse fez com que a ANVISA emitisse um alerta sobre o uso desses medicamentos, conforme reportagem da Folha de São Paulo. Novamente, a questão não é só a trombose, que é um evento raro, mas o conjunto de fatores e de outras implicações do uso do anticoncepcional nesse processo complexo de adaptação do corpo que ainda desconhecemos.

Por outro lado, há aquelas mulheres que tomam anticoncepcional por acharem que é a única opção para seus problemas: dismenorreia (cólica menstrual), acne, síndrome de ovário policístico, miomas, endometriose. Para essas, sugiro que busquem outras opções. Elas existem.
Métodos de desintoxicação, alimentação saudável e suplementação de vitaminas e minerais e/ou a utilização de hormônios bioidênticos (aqueles iguais aos que o corpo produz) podem corrigir todos esses sintomas e restaurar o equilíbrio do corpo.

Leitura complementar
  1. J. Steroid Biochem. Mol. Biol, 2005. Progestins and progesterone in hormone replacement therapy and the risk of breast cancer.
  2. JAMA, 2003. Influence of estrogen plus progestin on breast cancer and mammography in healthy postmenopausal women: the Women’s Health Initiative Randomized Trial.
  3. BMJ, 2011. Risk of non-fatal venous thromboembolism in women using oral contraceptives containing drospirenone compared with women using oral contraceptives containing levonorgestrel: case-control study using United States claims data
  4. Folha de São Paulo – Anvisa Alerta sobre o anticoncepcional com hormônio drospirenona