Hipertensão Arterial

As artérias são os encanamentos que possibilitam, através do sangue,  o transporte de nutrientes e oxigênio para todas as células do corpo humano.  Esses vasos sanguíneos apresentam uma estrutura complexa que garante, pela regulação do calibre, ora dilatando, ora contraindo, que os órgãos sejam perfundidos, ou seja, irrigados pelo sangue arterial saudável.

Na evolução da nossa espécie, nossas células precisavam mais nutrientes e oxigênio sempre que o corpo exigia um esforço maior, como na busca pelos alimentos, durante a caça ou quando nossa mente detectava uma situação de risco à vida e tínhamos que lutar ou fugir.  Nessas situações agudas de estresse, o aumento da pressão arterial (PA) garante o fluxo sanguíneo adequado para a perfusão dos tecidos. Portanto, o aumento da pressão arterial é uma resposta fisiológica, ou seja, uma resposta normal de adaptação do corpo humano em diversas situações.

Não estamos mais sujeitos ao ambiente hostil em que nossos antepassados viviam. Mas, em consequência do estilo de vida que levamos, criamos novas formas de estresse em que nosso corpo irá interpretar e responder pelos mesmos mecanismos adaptativos que nos permitiu sobreviver e evoluir até os dias de hoje.

Existem apenas duas formas de encarar o problema.

  • Bloquear os mecanismos de adaptação do corpo.
  • Reduzir as novas formas de estresse que criamos.

Bloquear os mecanismos de adaptação é a forma mais comum de tratamento para a hipertensão arterial. Os medicamentos antihipertensivos atuam reduzindo a tensão nos vasos sanguíneos, seja dilatando as artérias, ao bloquear enzimas que tem ação de contrair esses vasos, como o caso do enalapril e losartana ou reduzindo o volume sanguíneo, como fazem os diuréticos. Independente do mecanismo que essas drogas reduzem a pressão arterial, todas elas bloqueiam enzimas do corpo, ou seja, bloqueiam as atividades fisiológicas da resposta adaptativa e justamente por isso as doenças se tornam crônicas e sem cura.

Reduzir as novas formas de estresse é o objetivo da medicina funcional.

Pelo estilo de vida semelhante, nós compartilhamos algumas formas de estresse.  O estresse nutricional, proveniente da alimentação industrializada é o principal deles e ponto de partida em qualquer tratamento que objetive a cura de doenças crônicas como a hipertensão arterial.

Cada um de nós também tem uma forma de estresse única, resultado da experiência individual, mas os problemas financeiros, preocupações com a família, o medo da violência, as emoções negativas e de ameaças que escolhemos guardar dentro da gente também representam fatores determinantes para a dificuldade da cura da hipertensão arterial.

Uma consulta com um terapeuta funcional serve para avaliar e determinar o melhor plano terapêutico caso a caso e propor soluções de tratamento tanto para os níveis físicos quanto emocionais determinantes na hipertensão arterial.

Plano para redução de estresse

A única forma de tratar as doenças é tratando a sua causa. E isso não é do dia para noite com uma pílula mágica. Requer compromisso, dedicação e responsabilidade também.

Tratar a causa é então tratar o estresse.

Se você está lendo esse material, é porque já iniciou a correção dos desequilíbrios que geram o estresse, seja por já ser um paciente meu ou de algum profissional de saúde que compartilha da minha forma de tratamento ou por iniciativa própria ao promover mudanças de hábitos de vida que eu sempre falo aqui no blog.  Isso significa que o seu corpo vai passar por novos ajustes adaptativos que podem levar a redução da necessidade medicamentosa.

O seu dever é monitorar diariamente a sua pressão arterial (faça uma tabela com a data, hora, valor da pressão máxima e mínima, frequência cardíaca e espaço para observações). Se mantenha atento às modificações do seu corpo e assim poderá ser capaz de obter informações mais detalhadas que irão lhe permitir a melhora da sua qualidade de vida.

ATENÇÃO: Caso você sinta tontura, visão escura, suor frio, palpitações ou qualquer tipo de mal estar em pé ou ao se levantar rapidamente da cama ou de cadeiras, não fique em pé. Sente-se ou deite-se imediatamente.  Se persistir coloque as pernas para cima o que, na maioria dos casos, será suficiente para o alívio dos sintomas. Assim que possível peça auxílio de alguém para aferir a sua pressão arterial e anote no diário de pressão arterial (PA) e faça a observação do que ocorreu.

Esses sintomas podem ser um  sinal de pressão baixa e o seu corpo não precisa mais das mesmas doses de antihipertensivos. Comunique ao médico responsável pelo controle da sua pressão arterial a ocorrência desses sintomas e leve seu diário de PA sempre na consulta. O seu médico está capacitado a interpretar melhor as informações e lhe ajudará na tomada de decisão da redução dos medicamentos.

Instruções para aferição da PA

Você pode usar os aparelhos digitais, tanto de pulso quando a braçadeira. Leve o aparelho ao seu médico para que ele compare e aprove o uso.

Mantenha o aparelho para medir a pressão arterial ao lado da cama, ao alcance das mãos, pode ser na cabeceira ou ao lado da cama.
Afira a pressão sempre no mesmo braço e sempre na mesma posição. Ou seja, sentado ou deitado.

Ao acordar pela manhã, afira a pressão arterial, de preferência sem se levantar da cama.  Mas se não for possível, levante, pegue o aparelho com o mínimo de esforço possível e deite-se novamente para medir a pressão. O importante é que não tome nenhum medicamento antes da aferição e que esteja tranquilo.

Anote os valores da pressão máxima e mínima e a freqüência cardíaca na tabela abaixo. Faça o mesmo a noite, ao dormir. Caso você tome medicamentos a noite, primeiro afira a pressão e somente depois tome o remédio.

Caso sinta algum tipo de desconforto e quiser aferir a pressão, faça e anote no espaço para observações do seu diário de PA, indicando o que estava sentindo no momento.

Monitorar a PA é importante para uma redução medicamentosa com segurança, mas não se torne compulsivo. O equilíbrio é fundamental para o sucesso e manutenção da qualidade de vida.

Quer otimizar seus resultados?

A minha clínica oferece alguns recursos terapêuticos diferenciados que poderão lhe auxiliar no tratamento da hipertensão arterial.

  • IV Nutrition Therapy: nutrição parenteral de vitaminas e minerais
  • Terapia Neural: terapia alemã para correção de desequilíbrios físicos e emocionais.

Para maiores esclarecimentos, por favor contacte pelo formulário: