Tratamento para Osteoporose. Cuidado

Denosumab, de marca registrada comercializada no Brasil Prolia®, é uma droga de última geração utilizada para o tratamento de osteoporose.

Denosumab é um anticorpo monoclonal humano com efeito antirreabsortivo via inibição da maturação do osteoclasto.

A bula desde medicamento diz que não há estudos que analisam a interação de Denosumab com outras drogas. Portanto, seus efeitos colaterias provenientes do sinergismo de outras substâncias ainda é desconhecido.

Estudo de 2013 com 47 pacientes indica que o uso de Denosumab aumenta o paratormônio, isso pode ser interpretado como um efeito compensatório da droga.

Foi esse efeito que me levou a produzir esse artigo, pois o paratôrmonio aumentado é uma outra condição clínica, hiperparatireoidismo, cujo tratamento é a retirada cirúrgica da paratireóide.

Contudo, ao descobrir essa recente correlação do aumento do Paratormônio e o uso do Prolia, a suspensão da droga deve ser considerada.

1 Clin Endocrinol (Oxf). 2013 Oct;79(4):499-503. doi: 10.1111/cen.12188. Epub 2013 Apr 1.

Parathyroid hormone changes following denosumab treatment in postmenopausal osteoporosis.

Outras considerações:

Ao interromper o tratamento com Denosumab, os relatos de caso disponíveis mostraram que o ganho de massa óssea obtido durante o tratamento é perdido. Não há evidências também de que  essa massa óssea é saudável.

O estudo que valida a eficácia de Denosumab foi feito versus placebo e não comparado com o padrão ouro, Alendronato.  Não há evidências de que o efeito de Denosumab na prevenção de fraturas é superior ao Alendronato.

Parecer técnico em resposta ao pedido de em juízo deste medicamento de auto custo

Denosumab foi liberada pela FDA (agência reguladora americana) em 2010.  Em 2015, a mesma agência informa novos efeitos colaterais descritos, como hipocalcemia e risco aumentado para necrose de mandíbula e fraturas de fêmur através da supressão do turnover ósseo. Aumento de risco para sérias infeções, efeitos colaterais já descritos na Bula brasileira.

Será que vale o risco?
Veja o que acontece na suspensão do tratamento:

Essa capacidade de inibição da célula óssea responsável pela reabsorção do osso promove a melhora da osteoporose nos exames de imagem, contudo, ela só existe enquanto o uso da droga. Sendo que sua descontinuação retorna a osteoporose.

Osteoporos Int. 2016 Jul;27(7):2383-6. doi: 10.1007/s00198-016-3535-5. Epub 2016 Apr 20.

Hypercalcemia after discontinuation of long-term denosumab treatment.

 

J Bone Miner Res. 2011 Nov;26(11):2737-44. doi: 10.1002/jbmr.448.

Bone remodeling in postmenopausal women who discontinued denosumab treatment: off-treatment biopsy study.

A descontinuação do tratamento com Denosumab também pode trazer riscos, tão reais quanto a sua manutenção. Há risco de hipercalcemia e fraturas ósseas. Nem os médicos que produziram os artigos que eu revisei tem uma sugestão de conduta apropriada para fazer essa suspensão. Esse é o problema de usar as novas drogas de última geração mas com pouca experiência clínica.  O caso acima sugere fazer a substituição pelo Alendronato.  Monitoramento sanguíneo de cálcio e fosforo também é indicado e se disponível, outros marcadores citados nos artigos.
Opinião da Clínica de Longevidade.

Tratamentos farmacológicos tem em seu mecanismo de ação a Inibição de uma atividade fisiológica. No caso do Denosumab, a inibição a atividade do osteoclasto.   É impossível uma droga que iniba uma atividade fisiológica cure uma doença, pelo contrário, seu uso prolongado vai produzir novas doenças.

Na minha experiência clínica, diante de um novo sintoma em um paciente que está em uso de medicamentos, sempre faço uma pesquisa de possíveis efeitos colaterais daqueles que já está em uso.

Uma terapia só se justifica caso seus benefícios superem seus riscos. Quando os benefícios são evidentes e o risco desconhecido, ainda há uma ressalva, mas, uma vez sabido os riscos, ele deve ser informado ao paciente que tomará a decisão de seguir ou buscar uma alternativa. As alternativas também não estão isentas de riscos.

Medicina não é fácil!

O Denosumab, assim como muitas outras drogas ditas de última geração, são liberadas para comercialização sem que possamos mensurar os efeitos colaterais provenientes do uso seu prolongado. Esses efeitos vão sendo descobertos a medida que mais pessoas utilizam essas drogas.  Podendo chegar um momento, que agências reguladoras e ou próprio fabricante as retire do mercado, quando o custo de processos judiciais seja maior que o lucro dessas drogas.

Não é porque não sabemos todos os os efeitos colaterais que elas podem causar que eles não existem. A verdade é que os usuários são os próprios cobaias das drogas de última geração, sob o pretexto de que é o melhor dos recursos.

É claro que também não é para ficar sem fazer nada.

A única justificativa para o uso da droga é sua superioridade, nos primeiros anos de uso necessários para validar a droga, naquele paciente que não quer mudar seus hábitos (pois isso não é o foco de pesquisa das indústrias farmacêuticas).  e, com o passar dos anos, a indicação de utilizar drogas continuamente para tratar doenças crônicas, carece de embasamento científico e, descoberto seus efeitos colaterais danosos, essas terapias ferem um princípio ético da medicina. Primum non nocere: primeiramente não causar mais danos.

Felizmente, uma outra parte da ciência, mais comprometida com a sustentabilidade do ser humano, pesquisa maneiras naturais de reverter processos degenerativos.

Essa outra corrente médica, aquela da qual faço parte, pesquisa evidências de terapias e hábitos que são capazes de proporcionar um melhor ambiente para a regeneração celular.

Nessa complexidade que é o ser humano, a objetivo da Clínica de Longevidade é justificar o tratamento mais natural. A natureza e o ser humano evoluíram juntos.  Substâncias sintéticas e manipulação genética tem efeitos que não podemos controlar e que só vamos descobrir daqui décadas.

Medidas que suportam a regeneração do corpo: Hábitos saudáveis, terapias de desintoxicação e nutrição que já faço de rotina e que aumentam a capacidade do corpo para a auto-cura.

Para aquelas que já sofrem de osteoporose, em uso ou não de drogas, eu sugiro a incorporação na sua rotina diária dos seguintes hábitos:

– 40 minutos diários de banho de sol (em dias mais quentes expor as pernas e solas dos pés, para a vitamina D e muito mais.)

– Colocar o pé no chão, em contato com a superfície da Terra 40 minutos por dia.  (Earthing. Transferências de elétrons da terra para o corpo, já mostrou reduzir cálcio e fosforo urinário, indicadores de osteoporose.)

– Bater o pé igual índio na dança da chuva, dança flamenca, sapateado ou similares, se a condição de saúde permite. (a manutenção do osso saudável necessita de uma tensão aplicada à estrutura)

A incorporação de novos hábitos não é um processo simples e também existe ciência que pode auxiliar nisso.

A decisão de continuidade ou suspensão de qualquer tratamento é uma decisão do paciente.  Este artigo tem o caráter apenas de informar e assim como qualquer conteúdo da Clínica de Longevidade, jamais poderá substituir uma consulta médica. Eu sugiro aos leitores interessados que busquem auxílio médico especializado para discutir as particularidades do seu caso.

Dra Suellen Vieira Araujo.

Para mais informações:

Meu site  www.clinicadelongevidade.com.br

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2 comentários sobre “Tratamento para Osteoporose. Cuidado

    • Olá Carlos. Obrigada por achar relevante o meu texto. Se deseja copiá-lo na íntegra, cite, logo no início do seu post:

      Esse texto foi cedido pela Dra Suellen Vieira Araujo, suas atualizações e revisões podem ser encontradas no link: (e o link para meu post)

      Assim mantenho a responsabilidade pelo conteúdo que escrevo.

      Obrigada.

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