Qual o seu nível de consciência?

Você recebe a seguinte informação visual:

Seu namorado está conversando com uma garota do outro lado da rua.

Sua mente pode assimilar das seguintes maneiras:

1- Não julgar. Apenas observar, já que com as informações que você tem, processar um pensamento não te levará à realidade;

2- Você pensa positivo: é uma desconhecida pedindo informação ou uma colega de trabalho;

3- Você pensa negativo: Ele está aprontando mais uma vez.

4- Ou, então, o pensamento de que ele está te traindo vem tão rápido e carregado do sentimento de ciúme e raiva que não te deu tempo de pensar duas vezes. Você parte direto para a ação: faz aquele barraco pra todo mundo ver!

Cada reação descrita representa diferentes níveis de consciência. Perceba que na situação 4, ocorreu uma reação rápida. Este é o nível da impulsividade.

Na situação 2 e 3 é possível reconhecer o nível do julgamento.

No nível do julgamento, há tempo hábil de pensarmos para que nossas atitudes,  diante de um estímulo, sejam compatíveis com as normas para uma boa convivência social.

A maioria dos seres humanos passa grande parte das suas vidas oscilando entre esses dois níveis de consciência: entre o nível do julgamento e o nível da impulsividade.

Não se engane, a impulsividade é muito comum em todos nós, ela é o piloto automático que opera grande parte das nossas vidas. A diferença das pessoas está na programação ou, educação que elas receberam.   Então, com uma adequada inserção de valores morais, feita principalmente nos primeiros 7 anos de vida, garantimos uma conduta adequada que nos permite conviver em sociedade sem grandes conflitos. O inverso também é verdadeiro, a inserção de valores inadequados na educação das crianças é o responsável pelo caos social que vivemos atualmente.

É esperado que, na fase adulta, alcancemos o nível do julgamento tendo como referência nossos valores morais. Contudo, há muito mais o que ser feito.  O conteúdo dos pensamentos que surgem à nossa mente e que nos permitem avaliar a tomada de decisões também são originados pelos mesmos processos inconscientes que compõem nosso piloto automático.

Assim, diante de uma situação como a do exemplo,  o conteúdo dos nossos primeiros pensamentos é atribuído ao que soa mais familiar ao nosso inconsciente.   Neste processo de formulação de pensamentos, o cérebro não distingue se a situação é real ou imaginária, assim, memórias do coletivo tem forte interferência no conteúdo dos nossos pensamentos. Em outras palavras, mesmo que você nunca tenha sido traído, a traição é um tema tão corriqueiro no dia-a-dia das pessoas que sua mente pode emprestar esse pensamento coletivo e te colocar nessa mesma situação, produzindo, assim, um pensamento negativo.

Legal, né?

Agora, se junto com o pensamento da traição vier uma emoção que põe em cheque a sua capacidade de julgamento, aí, sim, você tem algo para trabalhar internamente, para crescer e evoluir.  O difícil é aprender a se observar e encontrar dentro da gente essas sutilezas, só com a prática diária.

As emoções impressas no nosso piloto automático têm que ser descobertas e elaboradas, não só para o bem da nossa convivência social, mas, principalmente, da nossa saúde física. Vou explicar como isso tem tudo a ver!

A foto abaixo feita por termografia mostra alterações da temperatura corporal diante das diversas emoções possíveis. Mas não é necessário um exame para provar, ficamos com a pressão alta de raiva, vermelhos de vergonha, suamos frio e temos palpitação com medo, podemos até desmaiar de susto!

emoçoes

Agora, imagine se uma resposta física dessas, associada a uma situação de emoção forte for anexada ao nosso piloto automático?  O Corpo vai aumentar a pressão a partir de estímulos inconscientes!!

Pior que isso acontece mesmo.

As respostas fisiológicas diante das emoções podem ser incorporadas à memória do piloto automático, sendo estas, em associação com fatores ambientais, a origem das doenças mais comuns que acometem o ser humano!

Da mesma forma, o corpo também pode elevar o açúcar do sangue! Leia De repente, diabético. Onde falo mais sobre isso.

Se você, como a maioria de nós, está oscilando entre esses dois níveis de consciência, se é o piloto automático que dirige sua vida, como você pode ter certeza que seus sintomas não se encaixam nessa categoria?

Justamente pela nossa incapacidade de interpretar os sintomas físicos, tomamos medicamentos que bloqueiam os processos fisiológicos, ou seja, que bloqueiam a natureza e assim criamos as doenças incuráveis.

Não há como negar a interferência externa no adoecimento humano, afinal, os fatores externos são facilmente mensuráveis pela metodologia científica atual.  Mas eles por si só não explicam as causas gerais do adoecimento. A complexidade da vida não tem como ser resumida ao corpo físico. Constatei, pelo estudo e observação, que nossas emoções e mente têm mais responsabilidade na nossa saúde física do que imaginamos.

Hoje, sei que é possível, por experiência própria, através do auto-conhecimento obtermos a cura do nosso corpo.  A auto-cura é a mais fina e a mais difícil das medicinas que pratico, só que ela depende de cada um de nós.

Talvez você tenha se esquecido, mas faltou eu falar da primeira opção:

1- Não julgar. Apenas observar, já que com as informações que você tem, processar um pensamento não te levará a realidade.

Este próximo nível de consciência deve ser alcançado quando o assunto é a auto-cura. Tema do meu próximo post.

4 comentários sobre “Qual o seu nível de consciência?

  1. Oi Suellen, tudo bem? Os assuntos mencionado sempre muito interessante. As vezes e mais fácil para alguns toma medicamentos, do que fazer um trabalho de auto conhecimento. Parabéns!
    Abraço.

    • Obrigada pelo comentário, Leomaria! Fico feliz pelos seus compartilhamentos 🙂
      Sabia que eu nem me preocupo com aqueles que tomam o medicamento por ser mais fácil?
      O que me entristece são aqueles que tomam o medicamento por acharem que não existem outras opções.
      O auto-conhecimento como cura para as doenças é algo tão distante da nossa realidade… aliás, a palavra CURA é um tabu na medicina.
      Mas bons tempos virão 🙂

    • Olá Mi!! Eu estou direto no piloto automático. É esse estado de vigília que me permite reconhecer isso. Para se estar em vigília é preciso uma referência, senão entramos no piloto automático da crença de que não estamos no piloto automático. Hehe

      Minha vigília é a atenção na minha respiração! A todo instante que tiver acordado. Uma referencia nos ancora, com ela, é mais fácil observar quando estive no nível da impulsividade (por que agi sem a atenção na respiração) ou no julgamento (quando penso e não me lembro que estou respirando)

      Tente, vai ver o quanto é difícil e no inicio até irritante! Sua mente cansa de estar conaciente.

      Pode ser que a atenção em algo mais grosseiro seja necessário no começo. Às vezes eu coloco uma pedrinha no sapato, grande o suficiente para lembrar de que ela está ali. E mesmo assim, verá que a gente esquece! Rsss

      Isso mostra como é difícil manter a saúde quando grande parte do dia não estamos nem conscientes de nós mesmos.

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